Uma grave crise financeira e administrativa sacode os bastidores da Federação Amazonense de Futebol (FAF). Funcionários do setor administrativo e profissionais de arbitragem decidiram quebrar o silêncio para denunciar atrasos crônicos em seus pagamentos. De acordo com os relatos recolhidos pela reportagem do portal Linha do Poder, os trabalhadores internos da entidade enfrentam mais de três meses de salários completamente atrasados.

A situação não é diferente nos gramados. Árbitros, assistentes e delegados que atuaram em competições oficiais de 2026 — incluindo o Campeonato Amazonense Sub-20 e a tradicional Copa da Floresta — cobram taxas de arbitragem que nunca foram pagas. Informações de bastidores indicam que os valores devidos a cada profissional por partida variam entre R$ 1.800 e R$ 3.000, acumulando uma dívida significativa.

Alex Braga traz o caso a público

O escândalo ganhou ainda mais força após uma contundente manifestação do jornalista Alex Braga. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Braga relatou detalhadamente o sufoco vivido pelos trabalhadores da FAF. O jornalista expôs a insatisfação geral da categoria e cobrou publicamente explicações da diretoria da federação, classificando o cenário como um total desrespeito aos profissionais que fazem o futebol amazonense acontecer.

No vídeo, o jornalista apontou o dedo para a atual gestão da entidade, comandada pelo deputado estadual Ednailson Rozenha. O acúmulo de funções do mandatário — que se divide entre a presidência da FAF e a atividade parlamentar na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) — tem sido amplamente criticado pela falta de foco na resolução dos problemas financeiros da federação.

Colapso nos bastidores

O Portal Linha do Poder apurou que o rombo nas contas da FAF é tão profundo que o próprio departamento financeiro da entidade cogitou internamente sugerir a suspensão por tempo indeterminado de torneios oficiais. Sem dinheiro em caixa para arcar com as despesas mais básicas do dia a dia, a FAF corre o risco de ver o calendário do futebol local paralisado.

Até o fechamento desta reportagem, a Federação Amazonense de Futebol e o presidente Ednailson Rozenha não haviam se pronunciado oficialmente sobre o cronograma de quitação dos salários e das taxas de arbitragem em atraso. O espaço segue aberto para manifestações.

By Editor

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *